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06/01/2009 às 00:08:58

Strummerville Party @ The Tabernacle West London






Assim que o Joe Strummer faleceu, foi criada a Strummerville Foundation, uma instituição que se dedica totalmente à produção de músicas por meios filantrópicos.
Essa idéia de tocar perto de uma fogueira e conversar com os amigos e ficar tocando sons até altas horas repercutiu mundialmente. Para quem viu o filme The Future is Unwritten já sabe o que eu estou falando, mas caso ainda não viu, procure assistir o mais rápido possível já que é um filme mais que obrigatório para essa nossa geração, a título de curiosidade intelectual.

Na verdade estava rolando o Portobello Road Winter Fest, que começou na sexta e terminou no domingo, lá no Tabernacle, que como o nome já diz, é um tabernáculo redondo, pertinho de Ladbroke Groove a duas quadras da Rough Trade e local de vivência e inspiração do The Clash, quando eles começaram por volta de 76.

Além do mais, esse mesmo lugar acomodou Damon Albarn quando ele estava gravando seu projeto na época, o The Good, The Bad and The Queen que contou também com a presença de Paul Simonon, que mora também por ali. Tantas histórias e coincidências...

Quando cheguei, Dan Smith tinha acabado de tocar, então foi a conta de pegar uma ceva e conferir a apresentação dos The Riff Raff. Tem uma banda em Nova Orleans com o mesmo nome contando com 6 integrantes e tocando um estilo bem diferente. Nesse caso, é um dueto de Hackney, East London, eles já estão na estrada há algum tempo e agora estão rolando mais.

O The Riff Raff toca uma mistura de punk / ska e pra quem gosta de Trojan Dub e Reggae é bem legal mesmo. Assista uma das músicas que eles tocaram, chamada "My Blood is Brave":




The Riff Raff - My Blood is Brave



Depois foi a vez do The Rotten Hill Gang. O bairro de Notting Hill tem vários trocadilhos no nome, tipo "Naughty Hill", "Notting Hell Gate" e por aí vai. Essa banda é altamente associada a ninguém mais, ninguém menos que Mick Jones, que além de ser super chegado dos caras, atua também como uma espécie membro part time do grupo.

Subiu no palco e acompanhou a banda em uma das faixas. No site da banda eles avisam que o Mick Jones às vezes não aparece para tocar e isso pode desapontar as pessoas. Mas é sempre legal quando ele aparece, o vibe do lugar fica ainda melhor. O som do The Rotten Hill Gang é uma fusão de melodias easy going com guitarras, e lógico, efeitos club com batidas de hip hop. Tenta mixar Massive Attack com Prodigy, por exemplo...

Ficou curioso? Então já para o myspace deles

Vou ficando por aqui, Happy New Year!




Escrito por Rodrigo  |   Comentários (1)


14/01/2009 às 00:57:17

Two Thousand O Nine




 Boy Crisis: pior banda do mundo ou a esperança mais bacana da música em 2009?



Boas!
2009 começou bem pra você? Espero que sim. Enquanto estamos de férias do rádio, durante o mês de janeiro a programação continua bem legal. Já rolaram especiais com the Rapture, Justice e neste sábado tem mais. Dá pra ouvir online, 22h aqui.

E pra você não ficar muito perdido nesse começo de ano, vai aqui uma listinha de apostas para 2009. Quem a gente acredita que vai acontecer e que vai deixar 2009 sonoricamente melhor. Coisas que o Studio11 acha que você tem que ouvir já, se não ouviu ainda.


N.A.S.A

O nome N.A.S.A é abreviação de North America South America, projeto do grande DJ Zegon, ex-Planet Hemp ( o Zé Gonzales, ele mesmo ) junto com o californiano Squeak E. Clean. O disco de estréia sai em fevereiro com o nome de The Spirit Of Apollo e tem uma lista de convidados de peso que vai de Tom Waits, David Byrne e Chuck D até Seu Jorge, M.I.A e Santogold. O vídeo do primeiro single dos caras estreiou na web em dezembro e virou febre online. Ao que parece, o mundo inteiro vai ouvir falar muito deles esse ano.

artista: N.A.S.A
álbum: The Spirit Of Apollo
data de lançamento: 17/02/2009
música para ouvir já: Wachadoin?








FM BELFAST

2008 terminou com um disco bom que passou despercebido entre todas as listas de melhores do ano, inclusive a nossa. O debut de responsa leva o nome de How To Make Friends, vem com letras explícitas e destila a marca deste trio electropop da Islândia (sim, electropop na Islândia!). As músicas são hits instantâneos de pista e de rádio fazendo do FM Belfast um nome forte para ficar no maistream ao lado de Mika e Scissor Sisters. Uma das surpresas do álbum é "Pump", versão mais que inusitada do flashdance hit "Pump Up The Jam" do Technotronic.


artista: FM BELFAST
álbum: How To Make Friends
data de lançamento: outubro de 2008.
música para ouvir já: "Synthia"








BOY CRISIS

Enquanto o Pitchfork elegeu os caras como a pior banda do mundo no momento, o Studio11 aposta no Boy Crisis como uma das grandes bandas de 2009. O quinteto hoje baseado no Brooklyn nasceu na Universidade de Wesleyan, em Middletown, que também já teve como alunos a dupla que forma o MGMT.
O Boy Crisis bebe na fonte do R&B dos anos 70 e mescla isso com uma boa dose pop bem moderninha, digamos assim. Os caras pisam em território britânico para uma turnê pelo Reino Unido que começa no dia 18 de fevereiro com um show no Koko, em Londres, ao lado do Black Kids. Depois que eles tocarem na Inglaterra, as palavras do jornalista do Pitchfork não vão significar nada, perto do hype que a imprensa britânica irá fazer dos caras.


artista: BOY CRISIS
álbum: L´Homme (single de 7 polegadas)
data de lançamento: outubro 2008
música para ouvir já: "Dressed to Digress"








HOLY GHOST!

O Holy Ghost!, formado por Nick e Alex é a maior aposta da DFA Records para 2009. A dupla que assinou com a gravadora em 2007 com o single "Hold On" agora prepara para o primeiro semestre do ano, o lançamento do álbum de estréia do Holy Ghost! Neste meio tempo, os caras se divertem assinando os melhores remixes de quem você imaginar, como por exemplo, "Hearts On Fire" do Cut Copy, "Of Moons Birds Monster" do MGMT ou ainda "I Love To Move in Here" do Moby. Mas a maior ousadia da dupla foi assinar um remix poderoso de "Get On The Floor" do Michael Jackson, que ainda não saiu. O Holy Ghost! deixa as baladas do Brooklyn e parte para uma rápida turnê pela Austrália e Nova Zelândia nos meses de janeiro e fevereiro como parte das atrações do festival Big Day Out.


artista: Holy Ghost!
álbum: não tem
data de lançamento: previsto para o primeiro semestre de 2009
música para ouvir agora: "Get On The Floor" (Holy Ghost! Edit)








ALVAREZ KINGS

O rock britânico ganha novo fôlego com o quarteto de Sheffield Alvarez Kings. Garotada da era pós Libertines, o AK insere discopunk e toda uma levada bem dançante em suas músicas, tocadas com guitarras e bateria. Com apenas algumas músicas gravadas, a banda se prepara para lançar seu álbum de estréia e então conquistar o mundo.


artista: Alvarez Kings
álbum: não tem
data de lançamento: sem previsão
música para ouvir agora: "You, Me, Them, Us"






Escrito por Mark  |   Comentários (8)


28/01/2009 às 21:03:15

2009 no Brasil

az

La Carne: maior banda de rock do Brasil?


Neste post, vamos aos artistas brasileiros que definitivamente, você não pode ficar sem saber quem são. Trata-se de uma pequena amostra do que está acontecendo no Brasil, que vale a pena você ficar por dentro. Vamos nessa?


Quarto Negro

Quem: Eduardo Praça (ex-Ludovic)

O quê: Banda de um homem só que traz altas doses de psicodelia e experimentalismo em seu som, mostrando o outro lado multi-instrumental do ex-guitarrista do Black Rebel Motorcycle ops, do Ludovic.

Hype: Ainda que o projeto apresente músicas com um formato nada comercial, o Quarto Negro é uma das coisas mais bacanas que ouvi ultimamente, com músicas que transmitem emoção e nos faz pensar. A faixa "You Don´t See What I See" mostra bem isso. Na melhor linha de Jeff Buckley e Johnny Cash, Eduardo Praça é um artista para prestar atenção em 2009.

De olho neles: O próximo show do Quarto Negro acontece dia 05 de fevereiro no Brooklyn em Nova York, no Northeast Kingdom.








G. I. Joey

Quem: 4 garotos de Guarulhos, que passariam fácil por "4 kids from Sheffield"

O quê: Rock básico com guitarra, baixo, bateria e vocal. Sem teclados ou qualquer espécie de sintetizador, mas bem dançante.

Hype: Depois de aparecer no topo da lista de melhores do ano por aqui, 2009 parece estar abrindo caminhos pra essa galera que leva música a sério. Assista a progressão da banda no decorrer do período.

De olho neles: O G.I. Joey toca HOJE na Funhell, a festa mais bacana de São Paulo.








Copacabana Club

Quem: 5 hyspters de Curitiba que estão prontos para excursionar o mundo com sua banda de rock.

O quê: Pop-disco-house-rock-punk-funk. Adicione a tudo isso, um doce vocal feminino e o resultado é o Copacabana Club.

Hype: Eles foram a banda mais bem comentada da nossa lista de melhores do ano e toda vez que toca "Just Do It" eu ouço de alguém assim: "que som legal, quem é?"

De olho neles: O Copacabana Club toca no dia 31 de janeiro em Florianópolis, no clube Hi-Fi.








La Carne

Quem: Linari, Jorge, Carlos e Chicão.

O quê: Melhor banda de rock do território nacional.

Hype: Chega de Acústico MTV ou Ao Vivo Multishow. Em seu quarto álbum de estúdio, o grupo de Osasco mostra uma maturidade ácida em um dos melhores discos do rock nacional de 2008/2009. No sensato mundo dos bons sons, Granada é uma verdadeira explosão musical onde o La Carne se supera mais uma vez com um disco indispensável em qualquer coleção. O arranjo peculiar do guitarrista Jorge e seus timbres exclusivos fazem a audição desta obra soar de maneira cintilante, destilando energia sem distorção. O carro-chefe "Contracorrente" puxa os outros 11 petardos muito bem acompanhado da faixa-título "Granada", onde na letra, o vocalista Linari consegue te levar a um mundo imaginário onde a música se transforma em um filme agradável que passa na cabeça. E então majestosamente vem "Malasuerte", talvez a melhor canção do álbum. Ouça também "Decida", "Vergonha na Cara" e "TGP". Ou melhor, ouça todas! Aliás, compre o disco, aqui.

De olho neles: Depois de um show com a casa lotada no clube Berlim no último dia 24 em São Paulo, o La Carne se prepara para sua póxima apresentação.








Flex Sete

Quem: Banda de rock conterrânea, da terrinha do Std11.

O quê: Guitarras e refrões prontos para serem consumidos por meninas geração Capricho e meninos geração pós-CPM22.

Hype: Os garotos do Flex Sete mal aprenderam a tocar e já gravaram um single chamado "Nada É Pra Sempre", daquelas músicas que grudam na cabeça e só sai depois que você ouvir outra coisa em cima.

De olho neles: Assista o vídeo de "Nada É Pra Sempre", feito no melhor modo DIY e veja como ficou bacana.





FlexSete - Nada É Pra Sempre




Escrito por Mark  |   Comentários (12)


12/02/2009 às 11:12:02

Album Review: White Lies





WHITE LIES - TO LOSE MY LIFE (Fiction Records)


Há cerca de não muito tempo atrás, o futuro do rock novo estava para ser descartado... mas afinal de contas deixaria de ser chamado de novo rock . Isso, por causa de todas essa bandas da geração pós Strokes e Libertines que às vezes lançavam uma música decente mas o álbum deixava a desejar. Não passaram de mais um one hit wonder...

Mas foi então que apareceu essa banda de Chiswick, no oeste de Londres e lembro uma vez, já bem no fim do ano passado onde eu estava na loja da Rough Trade e estava tocando o primeiro single da banda (e nome do álbum também) que estava prestes a ser lançado. Lembro que estava sendo tocado em alto e bom som.

Com o tom de voz mais que barítono de Harry McVeigh, vestidos todos de preto e tudo mais no que se diz ¡a respeito de presença de palco, a banda faz um show que causa muita impressão.

Os White Lies irão tocar no NME Awards, com um show que eles abrirão nada mais nada menos do que para o The Cure. Imagina só o gabarito dos caras. E olha que tem um monte de banda que gostaria de estar nessa parada, mas de acordo com a atitute e sonoridade, eles deram mais certo mesmo.

Já tem vários vídeos rolando no Youtube dessa banda que combina as batidas do Tears For Fears com a morbidez do Interpol e a atmosfera do Joy Division. To Lose My Life pode ser considerado uma obra prima da música moderna.

Traz como temas a apocalíptica e também poetica "Fifty On Our Foreheads" e a própria canção deles, intitulada "She´s Lost Control". Em "E.St.T" , um conto te proporciona arrepios tipo assim, efeitos elétricos em um paciente com problemas mentais, com um desepero muito acentuado. Já em outra canção , eles falam sobre a reconciliação que é o caso de "I Hope You Never Forget About Me".

Para a atmosfera do álbum como um todo, a ambição e a audácia , se compara ao lançamento de Turn On The Bright Lights, que é um super álbum e desafia os limites de Unknown Pleasures. Nada mal mesmo para o primeiro álbum deles.




Escrito por Rodrigo  |   Comentários (8)


15/02/2009 às 21:31:00

Das apresentações e da (re)descoberta do espírito adolescente

Das apresentações

Meninos e meninas, olá. Com muita alegria, inauguro aqui a minha participação no blog do Std11! Juro que vou tentar manter constância nas atualizações com assuntos que podem ser relevantes. Ou não, claro. Porque blog tem dessas coisas, né.
Desde já agradeço ao Mark pelo convite. Tentarei manter o nível do que é escrito e discutido por aqui, escrevendo basicamente sobre o que mais me sinto confortável e à vontade: rock.

Da (re)descoberta do espírito adolescente



Em janeiro último, numa visita a uma livraria pra comprar um presente de aniversário para um bom amigo, encontrei, por acaso, um livro que há tempos (muitos) queria ler mas, por puro esquecimento, tinha deixado de lado. Foi nessas que me deparei com "Come as You Are: A História do Nirvana", do jornalista americano Michael Azerrad (que também escreveu outro clássico da literatura rock, "Our Band Could Be Your Life").

Azerrad teve o privilégio de conviver com o Nirvana justo quando a banda estava no topo. Basicamente, os meses que precederam o lançamento de "Nevermind", quando o disco era gestado pela banda e pelo produtor Butch Vig, até semanas antes da ainda nebulosa morte de Kurt Cobain.
Convivendo diretamente com Cobain e o restante da banda e equipe de produção, inclusive viajando junto com a banda em algumas turnês, o jornalista conseguiu relatos de toda a reviravolta passada pela banda. Do anonimato indie em Aberdeen/Olympia/Seattle até a mesma tornar-se, subitamente, a maior banda do mundo.

O livro é ótimo, sim. As confissões de Kurt são, até certo ponto dolorosas. Mas é pintada uma figura menos atormentada do que a mídia à época explorava. Dignas de nota também são as participações de Krist Novoselic (que hoje é colunista semanal do Seattle Weekly) e Dave Grohl (esse nem precisa de maiores explicações, né). Ainda melhores são as entrevistas com figuras com Jason Everman, Chad Channing, Dale Crover, Bruce Pavitt e Johnatan Poneman, Jack Endino, Steve Albini, além de outras figuras lendárias do grunge.

O fato é que, ao ler "Come as You Are", você passa a ter uma necessidade absurda de ouvir os discos do Nirvana. Todos os álbuns são dissecados, faixa a faixa, com explicações dos envolvidos - músicos, produtores, amigos, namoradas, Sub Pop. E foi nessas que eu me peguei tendo que recorrer à internet pra procurar baixar os discos e escutá-los novamente. Porque sim, eu tenho todos eles, mas estão encaixotados na casa dos meus pais e, convenhamos: em 2009 dá menos trampo baixar um disco do que ir até a casa da sua mãe e encontrar a fita do "Incesticide".

E foi um grande encontro. Ou re-encontro (uso hífen ou não?). Ou melhor: redescoberta. Há anos eu não escutava o "Nevermind" de ponta a ponta. E isso serviu pra relembrar que, apesar de excelente e perfeito, ele não era o meu disco preferido. "Bleach", Incesticide" e "In Utero" me disseram mais à época e continua sendo assim.
Mas não adianta: "Nevermind" foi o primeiro contato de todo mundo que conheço (menos do Fábio Massari, acredito) com o Nirvana. E não dá pra subestimar o que aquele fez à minha vida e de toda a minha geração, ou seja, aqueles que passaram dos 30 recentemente e estavam entrando na adolescência naquela época.

Escutar novamente esse disco me fez tomar consciência de sentimentos que, desde então, estavam adormecidos. Esquecidos, pra dizer a verdade. Porque infelizmente a gente cresce e faz questão de deixar de lado essa fase cretina da vida que é adolescência. Mas é justamente nesse período, que vai ali dos 13 aos 23 anos, aproximadamente, que estamos mais propícios e abertos a descobrir o novo. E, sinceramente, com essa conjunção de fatores é muito provável que bandas como Nirvana - e uma série de outras - fiquem pra sempre gravadas a ferro e fogo (mesmo que esquecidas) nas almas de cada um de nós.

Não quero entrar em detalhes mais aprofundados sobre a minha adolescência, sobre o que me afligia à época. Isso não tem nada a ver com toda a história. Mas provavelmente por conta do Nirvana eu tenha resolvido "aprender" algo sobre música ali entre 92/93, tenha entrado em uma banda ali por 94, tenha participado e levado como uma espécie de profissão pelos anos seguintes. E claro, ainda tenha me metido em um programa de rádio, por volta de 2002.

Entre buscas e downloads, acabei pegando toda a discografia do Nirvana, novamente. Porque, além de ter os discos em casa eu já tiha baixado tudo há alguns anos, mas como eu disse, dá um trampo absurdo procurar alguma coisa na minha infinidade de back-ups.
Nessas buscas e downloads, topei com a caixa "With the Lights Out", que saiu em 2004. E caí na real que não a tinha. Bora fazer donwload, três partes no Rapidshare e tudo mais.

"With the Lights Out" é enorme. Mais de 60 músicas, entre out-takes, demos e unreleased versions. E toca ouvir aquele monte de coisas. Algumas delas inaudíveis, ruins mesmo. Outras já mostravam que o garoto magro e problemático, vindo de um lar desfeito e que tinha certeza que ia se tornar um rockstar, tinha perfeita consciência do que estava fazendo. E é provavelmente aí que reside a beleza dessas gravações.
Escutando algumas músicas, em especial as versões demo de músicas que eu ainda não conhecia (um bom exemplo é "M.V."), bate aquele aperto de saber que o magrelo problemático, lá de Aberdeen, que durante alguns anos esteve sempre comigo, nos piores - e melhores, porque não - momentos da minha adolescência, não faz mais música. Ele, o meu amigo Kurt Cobain. Amigo tão próximo quanto Morrissey, Joey Ramone, Henry Rollins, Jair Naves ou Linari.

De qualquer maneira, recomendo que cada um de vocês que venha a ler essas mal-traçadas remexa no seu próprio passado, tente encontrar o "espírito adolescente" adormecido aí, dentro de você. Por mais que isso possa ser doloroso. Porque, muitas vezes, é.


Escrito por Az  |   Comentários (6)


18/02/2009 às 22:10:26

They´re Back!



 Wry: Eles estão chegando...


Quase prontos para embarcar em mais uma turnê pelo Brasil para divulgar o álbum She Science, o Wry traz na bagagem uma produção totalmente nova para os shows. A julgar pelo que foi a última passagem da banda pelo Brasil em 2005, essa será mais uma turnê inesquecível,  que vai deixar sua marca por onde quer que passe.

Enquanto isso, acaba de sair na Inglaterra, mais uma coletânea da série Never Lose That Feeling - nome muito bem sugestivo, tirado de uma música do Swervedriver - que mostra a quantas anda o shoegaze pelo mundo.

A terceira e final edição teve entre as bandas convidadas o próprio Wry, tocando uma música do Jesus & Mary Chain. Confira o release oficial e ouça em primeira mão a deliciosa versão de "Some Candy Talking" interpretada por Mário Bross & Co.



Coletânea do selo britânico ClubAC30 traz os brasileiros do Wry tocando The Jesus and Mary Chain.


Dia 16 de fevereiro saiu o terceiro e último volume da série de compilações Never Lose That Feeling do selo britânico ClubAC30, apresentando canções clássicas do shoegaze - termo cunhado pela NME no final dos anos 80, para definir um certo estilo musical com predominância de guitarras barulhentas e a maneira dos guitarristas tocarem "olhando para o chão".

E entre as 16 bandas convidadas a participar estão os brasileiros do Wry, interpretando "Some Candy Talking" do The Jesus and Mary Chain lançaada originalmente pela banda em 1986.

Isso marca de forma positiva o perí­odo de sete anos que estiveram presentes na cena independente londrina e confirma a visibilidade da banda que não precisa dos holofotes da mídia pop para se firmarem artisticamente e se manterem focados nas suas raí­zes criativas, conforme relato do próprio Mário Bross, vocal e guitarrista do Wry:

"Acho muito importante essa participação do Wry nesse disco, pois além de estar conectando bandas mais contemporâneas com bandas mais clássicas de um gênero similar do rock, está também colocando o Wry num mapa mais adequado dentro do noise rock mundial - já que essa coletânea inglesa é bem vista e divulgada em países como Japão e Estados Unidos, e é claro no Reino Unido. Gravar uma música do JMC foi uma emoção grande, foi a primeira banda que fizemos cover no passado. Conheci Douglas Hart (baixista do Jesus na época de Some Candy Talking) e ele foi super simpático quando mencionei a gravação da música e a compilação que ele mesmo já conhecia"




Never Lose That Feeling #3

1. Popface - Dreams Burn Down (Ride)
2. The Daysleepers - She Calls (Slowdive)
3. LKWRM - Throwing Back The Apple (Pale Saints)
4. Cosmicdust - To Here Knows When (MBV)
5. Pia Fraus - Strawberry Wine (MBV)
6. Heaviness - For Ex-Lovers (Black Tambourine)
7. The Voices - Violence (Telescopes)
8. Wry - Some Candy Talking (JAMC)
9. Spotlight Kid - Sometimes Always (JAMC)
10. The Flowers Of Hell - Darklands (JAMC)
11. Highspire - Dagger (Slowdive)
12. Rumskib - Shine (Slowdive)
13. Mole Harness, Chipper and S J Esau - In A Different Place (Ride)
14. Ulrich Schnauss - Love Forever (Chapterhouse)
15. Hearts Of Black Science - 40 Days (Slowdive)
16. Jatun - Never Lose That Feeling (Swervedriver)





Wry - Some Candy Talking




Escrito por Mark  |   Comentários (3)


25/02/2009 às 12:20:54

Club AC30 apresenta: The Flowers of Hell, Air Formation e The Domino State


 Aline Lemos

 Air Formation



Já estamos em fevereiro e esse é o meu primeiro artigo aqui (estive fora do ar em janeiro). Feliz ano novo super atrasado! Ou melhor, espero que 2009 esteja sendo repleto de música decente a todos. Nada mal, eh, com o novo álbum do Morrissey lançado na semana passada!

Enfim, meu primeiro show desde meu retorno foi um do Club AC30 e já contava com a presença um pouco rara de uma banda que eu reverencio: Air Formation. Palpitações no meu velho coração! Esse seria o primeiro show de retorno do guitarrista original da banda, Ian Sheridan. Isso fez com que o show deles fosse também um pouco histórico...

Antes deles, para abrir o show, os canadenses - londrinos The Flowers of Hell iniciaram a noite. Seu som é cem por cento atmosférico e instrumental. Com o álbum a ser lançado em abril, a banda já causa um "fuss" devido a participação de várias figuras importantes da música indie no álbum entitulado Come Hell or High Water. Este conta com contribuições de membros de Spiritualized, Broken Social Scene, British Sea Power, entre outros.

Finalmente, Air Formation no palco. Estava com tanta "sede" de ver (na verdade, sentir) o som dos caras que achei que o set da Flowers of Hell foi longo demais. "For the hours" marca a abertura do set e deixa a platéia de queixo caído. Cuidado quem não está acostumado – sem dúvida se trata de um assalto aos tímpanos. O set dos caras contou ainda com as faixas "It´s over now" e "I can´t remember waking up". Com o retorno de Ian à banda, parece que Air Formation estão se aveturando a tocar faixas mais antigas, como a demolidora "Stay Inside, Feel everything" que fechou o set com uma explosão de energia e  barulho.


A noite termina com o show da banda The Domino State. Em dezembro passado, Domino State abriram o show do Coldplay, o que sem dúvida alguma aumentou a popularidade deles. Isso também estava claro ao ver ali na Luminaire, cantando os refrões de "What´s the question?" Se comparados com Air Formation, Domino State é sem dúvida uma banda com um som mais acessível, e isso traz para os integrantes da banda algumas vantagens. Até mesmo, quem sabe, uma passagem de ida ao mainstream da cena indie inglesa.



Escrito por Aline  |   Comentários (810)


01/03/2009 às 23:56:08

Carnival is Here





Hehe..
Nosso especial que foi ao ar no dia 21/02, sábado de carnaval, chega com uma semana de atraso no blog, mas para compensar, ficará disponí­vel por toda semana.

Para essa empreitada, nossos convidados de honra foram os DJs Fael, do club Mary In Hell, de BH, ao lado de Mr Fryer Man, que não quis revelar sua identidade secreta, com o projeto Frigideira DJ Set.

Para ouvir os sets poderosos basta clicar no banner especial ali em cima, no botão azul escrito "studio eleven radio" ao lado mais embaixo , ou então, se você não estiver afim de procurar o link, clique aqui. Enjoy it babe..



Coming next:

No próximo sábado, dia 07, o Std11 volta ao vivo às 22h, direto dos estúdios da rádio Unifran FM em Franca-SP para o mundo, com convidado especial e tudo. Não perca!
Mais infos por aqui durante a semana. Ou se você já for da turma, receberá nosso primeiro mailing do ano ;)




Escrito por Mark  |   Comentários (5)


10/03/2009 às 00:19:29

Rock Is Dead


 Adriana Facion

 The Dead Rocks live @ Groselha Fuzz



Hello!
Adriana Facion, assessora de imprensa do Studio11, esteve no show que agitou o último sábado em mais uma edição da festa Groselha Fuzz, em Ribeirão Preto e deixou aqui suas impressões do show. Fiquem com as palavras dela mesma:


The Dead Rocks em Ribeirão Preto
por Adriana Facion


Sabe todas aquelas divisões e subdivisões incompreensíveis (pelo menos para mim) do rock? Então, na minha opinião The Dead Rocks é uma das poucas bandas, se não a única em atividade, que conseguem reunir integrantes de todas elas num único show.

Quando eles vêm tocar em Ribeirão Preto, é possível dimensionar o tamanho da coisa pelos nicks do MSN, recados do Orkut e troca de mensagens via Twitter, que começam a pipocar, geralmente com uma ou duas semanas de antecedência.

Sábado, dia 07 de março, não podia ser diferente. Nessa noite, The Dead Rocks conseguiu mais uma vez arrastar seus fiéis seguidores ribeirãopretanos para dançar ao som do seu “surf rock made in São Carlos”. E só para variar, valeu a pena cada segundo de espera.
Tanto que a sensação era de que eles nem tinham acabado de entrar no palco e o show já estava terminando. Rápidos, certeiros e eficientes, num fim de semana cheio de imprevistos e acontecimentos improváveis, The Dead Rocks só não conseguiram fazer chover na cidade.

Aliás, por falar em chuva, é preciso dar crédito para os garotos. Usar terno em Ribeirão é pra poucos já em atividades normais. Agora, tocar usando aquela indumentária impecável faz a gente ficar em dúvida: ou são loucos, ou são grandes heróis.


* Logo mais entra aqui a edição de sábado do Studio 11 com Robert Smith em mini especial do Cure e tudo mais!



Escrito por Mark  |   Comentários (5)


10/03/2009 às 21:59:13

The Edge


                   divulgação


                   Fabio Góes


A pergunta que não quer calar é quem canta a música do novo comercial do Ford Edge. De quem é a música? Com um certo ar de desespero, vários blogs começaram a questionar de quem é a tal canção que rola no comercial produzido pela agência JWT.

Fomos descobrir que não é nenhuma banda nova nem tão menos algum protótipo da era pós-Strokes. Trata-se do músico e produtor paulistano Fabio Góes, que foi contratado pela JWT para fazer a trilha sonora da nova campanha do crossover de luxo da Ford, o Edge.

Ouça "Pictures" aqui e depois faça uma visita no myspace do Fabio Góes, para ouvir outras músicas do cara.





Fabio Góes - Pictures


Agora, voltando ao assunto, alguém sabe de quem é a música que toca na propaganda do Renault Sandero Stepway?  :)




Escrito por Mark  |   Comentários (2)


18/03/2009 às 11:14:03

Maratona Std11



Se você faz parte dos que não foram para o SXSW, pode ir se ajeitando na cadeira ou no sofá. Neste post com um conteúdo de 6 horas de áudio, apresentamos em uma única tacada as 3 primeiras edições de 2009 do Studio11. Presenças ilustres, bandas que você nem imagina que existem, bandas brasileiras que representam com todo mérito a bandeira da cena indie nacional e os grandes clássicos de 2005 (sim, pra gente, as bandas de 2005 já entram nos clássicos).

Na primeira parte, você confere o Std11 # 281, que foi ao ar em fevereiro e teve como convidado de estúdio o nosso Rodrigo Macedo, em sua apssagem de férias pelo Brasil. Além de levar novidades quentíssimas que estão rolando em Londres, para o programa, Rodrigo falou também sua lista de novos amigos em Londres que vai de Mick Jones a Lily Allen, e ainda deu a letra sobre os festivais do verão Europeu e todas as dicas de como ir ao Glastonbury, o "rei" dos festivais.


Em seguida temos a edição # 282 do Std11, a primeira "oficial" de 2009 e nela, você ganha de presente um mini-especial tributo ao The Cure, que a NME acaba de lançar em CD na Inglaterra. Quem faz as vezes é o próprio Robert Smith, que, de voz própria, explica toda historinha sobre a coletânea e sobre as 3 regras básicas para fazer um belo cover de alguém que você queira. Quem também fala um oi no programa é o garoto prodígio Alex Turner em forma de I.D. O Arctic Monkeys fizeram um trato de nunca gravar um I.D. para um programa de rádio. Alex, que nunca gravou um I.D de rádio para nenhum programa, não sei bem porque, pra nós ele gravou ; )


 The Vain

No primeiro myspace do ano visitamos Taubaté e sua representante maior, The Vain. Ouça e tire suas próprias conclusões. Aqui em Franca, sempre alguém me pergunta "porque vocês não trazem o The Vain pra tocar em uma festa do std11?" Sacou o quanto é bom?
Mais sobre o The Vain no myspace deles.


Nas estréias da edição o destaque é para a banda "fantasma" The Phantom Band, direto de Glasgow com seu álbum recém-lançado, aparece aqui no Std11 com a deliciosa "The Howling".


Por último, o programa da semana, com as 6 melhores bandas de 2005 aquecendo os motores para as estréias de Empire of The Sun e Miami Horror, que mostram a nova cara da música na terra do Coala.
Tem também Hot Chip fazendo cover de "Transmission" Joy Division e "Happy Up Here" do Royksöpp na faixa da semana.


 Subburbia


O destaque do programa fica com a banda Subburbia, de Curitiba no myspace Std11, com seu som inspirado no pop dos anos 80, mas com um pé no rock underground de Curitiba. Quem conhece, sabe do que estou falando.
Visite a página deles no myspace para ouvir as outras músicas. Aproveita e compra o kit Subburbia quem vem com mini E.P e button bem legais!


E-n-j-o-y





Std11 Marathon




Escrito por Mark  |   Comentários (14)


28/03/2009 às 21:22:06

Shit Robot Std11 120






No ar, o primeiro especial Std11 120 Minutos de 2009 com um conteúdo exclusivo de duas horas de mixagens feitas por dois convidados especiais, a começar por Marcus Lambkin aka Shit Robot, um dos nomes mais importantes da DFA Records.

Neste set, que é parte da série de mixes de rádio da DFA, Shit Robot mostra que não há fronteiras entre a neo-disco e a música eletrônica de vanguarda. O mais legal é ver ( ouvir ) como ele sai de um remix do !!!,  passa para Brian Ferry e depois para Hercules and Love Affair de maneira tão suntuosa que dá gosto de ver ( ouvir ).
Para saber tudo sobre o Shit Robot, acesse a página dele no Myspace.

Na segunda hora, quem assume as picapes é o paulista DJ Santtos que mostra vigor e energia de sobra em 10 músicas no melhor estilo indie dance. Santtos sempre impressiona em seus sets ao vivo. Um bom exemplo disso foi na última edição da festa do Std11 onde ele tocou junto com o Database e não deixou ninguém parado até as 5 da manhã. Para contactar o DJ Santtos, é só mandar um email para cesar.vale@gmail.com .

A póxima edição do Std11 120 Minutos acontece no dia 25 de abril, com mais um convidado especial.  Fique ligado!




Escrito por Mark  |   Comentários (2)


31/03/2009 às 01:10:32

The Hottest Band In The World

O assunto de hoje deve desagradar aos indies mais puristas. Mas na boa, não tô nem aí. Quando o Mark me chamou pra escrever no blog, disse que eu podia falar sobre o que quisesse. E taí: há dias eu quero falar sobre o Kiss!


Visú moderninho para os anos 80: olha a bandana roxa, que luxo!

Provavelmente todo mundo conhece o Kiss. Começaram em NYC como Wicked Lester, que chegou a gravar um disco nunca foi lançado. A partir disso, ali no começo dos anos 70, eles resolveram pintar a cara, assumir personagens bizarros e resolveram mudar o nome pra Kiss. Se tornaram a maior banda do mundo depois de 5 discos, decaíram, se reergueram, tiraram a maquiagem e aí sim: caíram em desgraça. Fizeram a volta triunfal da formação original, a prometida “última tournê, mas isso aconteceu há 10 anos e eles continuam a tocar e faturar alto, quase 40 anos depois.

Isso aí é o Kiss. E daí?

Quer queira, quer não, o Kiss é uma referência absoluta no rock. Até para as bandas indies: vai dizer que vc não se lembra daquele clipe do Yo La Tengo que tem um maluco pintado como um dos integrantes da banda?

O Kiss habita o inconsciente coletivo de várias gerações, é uma referência pop fortíssima, cujo domínio extrapolou os limites da música e se transformou em um dos produtos mais bem sucedidos da história da música. Fora que a banda tem fases geniais, que merecem ser conhecidas e ouvidas por qualquer um que goste de rock.

Pessoalmente, confesso, o Kiss mudou minha vida. Foi um dos meus primeiros contatos com o rock, quando ainda criança, por volta de 5 ou 6 anos, meu primo Daniel e eu invadíamos o quarto do tio dele, o Ismael, pra ouvir escondidos o “Alive”. Curioso que, na mesma época, também nos ligávamos no “Thriller”, abusando das coreografias e tudo mais. Os shows no Brasil, em 83,  foram um acontecimento. Mais tarde, redescobri o Kiss na casa de um amigo, onde passávamos tardes ouvindo um vinil importado de “Destroyer”, de propriedade do cunhado que, ao que parece, era do Kiss Army. Foi com esse disco, ouvindo “Detroit Rock City”, que eu descobri que queria aprender a tocar baixo e ter uma banda e virar rockstar. E é óbvio, nada disso aconteceu.

Adoro a banda, tenho quase todos os discos, mas não sou o tipo de fã “die-hard” que vê qualidades em tudo que eles fizeram. Longe disso, consigo ser ponderado o suficiente entender quando uma música ou disco é ruim. E como o Kiss tem discos e músicas ruins. Na verdade a banda tem uma série de deficiências, entre muitos acertos. Como qualquer banda. Exatamente por isso Kiss é legal pra caralho!

É por isso que, com toda essa “autoridade”, divido com vocês...

A DISCOGRAFIA COMENTADA DO KISS

1) Anos de ouro
Kiss (1974)
Hotter Than Hell (1974)
Dressed to Kill (1975)
Alive (1975)

Realmente, tudo que realmente importa sobre a banda, encontra-se nos 3 primeiros discos de estúdio e no primeiro disco da série “Alive”. Kiss na essência, sem grandes pretensões - ok, eles queriam ser os novos Beatles, mas dá pra relevar isso.
A primeira leva de discos é mal tocada, mal gravada e com canções memoráveis. Justamente por isso, genial. Gene Simmons e Paul Stanley lançaram mão de uma série de ótimas canções pop com verniz hard/heavy e urgência punk.
Todos são ótimos, de ponta a ponta. “Alive”, o primeiro disco ao vivo - ao vivo, de verdade, com erros e tudo mais - foi o responsável pelo estouro da banda, transformando-a em um monstro.

2) A maior banda do mundo
Destroyer (1976)
Rock n`Roll Over (1977)
Love Gun (1978)
Alive II (1978)

O sucesso de “Alive” deu reconhecimento à banda. A partir daí as tournês ficaram gigantescas, a base de fãs cresceu absurdamente e eles começaram a ganhar rios de dinheiro. Queriam ser os novos Beatles e a moda do Kiss foi bem semelhante a uma Beatlemania. Fizeram até um filme, o terrível “Kiss Meets The Phantom Of The Park”.
Aqui Kiss melhora a fórmula descoberta com os primeiros discos, armando-se de bons produtores e melhores condições de gravação. Altamente recomendável.

3) Os discos solo
Paul Stanley (1978)
Gene Simmons (1978)
Ace Frehley (1978)
Peter Criss (1978)

Com os egos na estratofera, os quatro membros da banda decidem lançar álbuns solo, todos com a chancela “Kiss” na capa, como forma de amenizar o clima de tensão existente. O resultado é totalmente irregular, como dá pra imaginar. Mas é divertido. E a prova do que o dinheiro e suesso podem proporcionar.
Os melhores discos são os de Ace Frehley e Paul Stanley, porque tinham tudo a ver com o estilo dos caras. Os discos de Gene Simmons e Peter Criss são absolutamente constrangedores. Mantenha-se longe!

4) Disco Sucks
Dinasty (1979)
Unmasked (1980)

A grande virada: o Kiss resolve vender até a alma, virar uma banda pop e entrar na onda disco. De qualquer maneira, “Dinasty” é um ótimo disco. Tem o maior hit da banda, “I Was Made For Lovin` You”. Já “Unmasked” é provelmente o disco mais odiado do Kiss. E com razão. Mesmo assim, são dois dos meus preferidos.

5) Recomeço
Music From: The Elder (1981)
Killers (1982)
Creatures of the Night (1982)
Lick It Up (1983)

Provavelmente a segunda melhor fase. Mudaram de formação, deram uma guinada pro heavy metal e foram redescobertos. E muito deve-se a Mtv, que nascia à época. Na época de “Lick It Up” eles finalmente tiraram a maquiagem. Perderam a graça e foram pro fundo do poço.

6) Constrangimento
Animalize (1984)
Asylum (1985)
Crazy Nights (1987)
Smashes, Trashes & Hits (1988)
Hot In the Shade (1989)

Anos 80, medíocridade absoluta. O Kiss resolve se conectar com a nova geração da pior maneira possível: copiando a farofada de Poison e congêneres. Deixaram se influenciar justamente pelo lado mais canhestro daquilo que criaram.
Salva-se pouco disso tudo. Talvez “Forever”. Ok, tô brincando.

7) Último suspiro
Revenge (1992)
Alive III (1993)
Carnival of Souls (1997)

Depois da morte do segundo baterista, veio “Revenge”. Produção decente, ótimas músicas e visual menos constrangedor. Melhor disco em uma década. O legal de “Carnival of Souls” é ver banda numas de grunge, querendo soar meio Soundgarden. Era o espírito dos tempos, né.

8) A História (Infelizmente) Continua
Kiss Unplugged (1996)
Psycho Circus (1998)
Kiss Symphony: Alive IV (2003)
Alive 35 (2008)

Dessa leva, Psycho Circus foi o único disco de inéditas. E foi feito com a formação original. Tem uma produção digna de Van Halen circa Sammy Hagar. Ou seja, não presta. E pra faturar uns troco, dá-lhe disco ao vivo, show com orquestra, dvd triplo e toda a sorte de souvenirs.

Concluindo

Ainda que existam uma série de motivos pra se odiar o Kiss - e sim, eles existem - a banda é bem legal. Vale se concentrar no material feito até 1983. A partir daí, realmente, é tudo dispensável.
Quem quiser recuperar o tempo perdido e conhecer melhor o Kiss tem uma ótima oportunidade: a banda se apresenta novamente em São Paulo, no dia 7 de abril. Mascarados e com toda aquela produção digna dos anos 70. É o quarto show da banda no Brasil, sendo que último aconteceu há 10 anos e fazia parte da chamada "tournê de despedida" A formação não é a original, infelizmente. Mas mesmo assim deve ser um espetáculo bem divertido. Se não fosse cair numa terça-feira, eu iria. E você?


Escrito por Az  |   Comentários (5)


04/04/2009 às 17:58:23

Acceptable In The 80´s


ROCK LESSONS  

Na edição de número 284 do Studio Eleven, convidamos um cara que faz parte da história do rádio na nossa cidade. Marcos Alcântara, é locutor de décadas e atualmente é também o diretor de programação musical da Unifran FM. Ele preparou uma hora só com a nata do indie rock dos anos 80. O programa abre com The Sundays, emendado com House of Love e Dinosaur Jr, só para se ter uma idéia.

O bate-papo acabou se tornando uma verdadeira aula de rock dos anos 80, principalmente com a chegada do Sid em cena. Aí virou escola do rock no melhor sentido do termo,  principalmente nas conversas em off, mas essas, infelizmente não tem como a gente colocar pra ouvir.


Fiquem agora com a edição do Std11 # 284, que foi ao ar no dia 21 de março, um dia antes do Radiohead.






Std11 # 284





Escrito por Mark  |   Comentários (7)


09/04/2009 às 23:44:12

Jimi Goodwin and the "Records that changed my life"



 Jimi Goodwin, Doves lead singer.


Aproveitando o lançamento do novo álbum da banda Doves, o vocalista Jimi Goodwin apareceu na edição deste mês da revista Uncut Magazine falando sobre os discos que mudaram sua vida, e até a grafia em seu nome.


O PRIMEIRO DISCO QUE COMPREI - No More Heroes (1977) - The Stranglers
Comecei a escutar punk com meu pai e a partir dai passei a comprar tudo a respeito. Para falar a verdade, eu era a fim de uma garota que trabalhava numa loja de discos onde sempre tocava muita musica legal.

O DISCO QUE MUDOU A MINHA VIDA - Give Enough Rope (1978) - The Clash
Eu vi o Clash tocando quando tinha apenas 8 anos de idade e no mesmo dia era para eu ir num jantar de um amigo meu... mas acabei no meio do show, lá no Apollo em Manchester. Quando vi os caras tocando com aquela energia algo me tocou musicalmente.

O DISCO QUE ME INCENTIVOU A TOCAR BATERIA - Broken Arrow (1968) - Neil Young
Eu tocava bateria em caixas de papelão até o dia em que minha mãe me deu minha primeira bateria e uma canção com 5 partes e decidi apreder a tocá-la de tanto que eu gostava, ou até cansar...

O DISCO DO MEU ÍDOLO - Eletric Ladyland (1968) - Jimi Hendrix
Ele era o meu ídolo e por isso esse é meu nome ;-)
Eu acho que é o melhor álbum que Hendrix já gravou. Um guitarrista completo tanto pelas letras como pelos solos de guitarras que marcaram sua característica.

O DISCO QUE ME FEZ ESCUTAR JAZZ... MAIS A FUNDO - The Ellington Suites (1959) - Duke Ellington
A primeira vez que ouvi foi quando tinha 16 anos. Ele escrevia suas músicas em pedaços de guardanapos, durante as viagens de trem com a banda, para nao perder a inspiriração. Pra mim ele é mais que um músico de jazz, ele faz arranjo de ótima pegada.

O DISCO QUE ME SURPREENDEU NA PISTA - The Night (1972) - Frank Valli and the Four Seasons
Isso é parte de uma era musical . Em 1994 fui até um club que tocava Northern Soul music e adivinha o que estava tocando na pista? Dancei até o final.

O DISCO QUE NUNCA ME CANSO DE ESCUTAR - Hejira (1976) - John Mitchell
Para mim esse é um álbum com-ple-to. Quero dizer com-ple-to. Todas as músicas são obeservações feitas de uma janela de carro e o jeito dele cantar é bem simpático.

O DISCO QUE REALÇOU A MÚSICA FOLK PRA MIM - Go By Brooks (1969) - Sweeney´s Men
Sweeney´s é mais que uma banda irlandesa que começou a renascença no meio dos anos 60 e fez com que Leonard Cohen a colocasse num poema tocado, fazendo a música menos tradicional.

O DISCO QUE RECUPEROU MINHA FÉ - Beauty and The Beat (2005) - Edan
Eu ainda estou assustado com essa arte das pessoas usarem idéias de outras pessoas e totalmente mudar o estilo do som. Provavelmente, esse é um dos melhores álbuns de hip hop dos últimos tempos.

O DISCO QUE EU QUERIA GRAVAR - Oar (1990) - Skip Science
Skip tinha deixado o Moby Grapes quando decidiu fazer esse álbum, onde ele toca de tudo, da guitarra ao baixo e bateria. Pode ser um pouquinho de blues ali no meio mas você pode conferir a dose psicodélica nas faixas. Se você ainda não escutou vá atrás que vale o frete.


Para quem não sabe, Jimi Goodwin toca na banda Doves que acaba de lançar mais um álbum chamado The Kingdom of Rust. Ouça agora em primeira mão a faixa "Jetstream", que abre o álbum.





Doves - Jetstream


Laters


Escrito por Rodrigo  |   Comentários (6)


14/04/2009 às 00:11:27

Histórias do Rock



         Emily Haines Metric´s frontwoman: Canada´s coolest export


Nosso grande Sidney X conta um pouco de suas histórias do rock na edição # 285 do Std11. Na programação a gente faz um passeio pelo Canadá com as músicas novas do Sloan, do Arkells e também o grande lançamento do Metric como faixa da semana para "Help I´m Alive", uma das melhores músicas do Metric feitas até hoje. Ela aparece no álbum de 2009 chamado Fantasies.

Os lançamentos da semana ficam por conta dos californianos Silversun Pickups, o pessoal do Official Secret Act e também o Idlehands, preste bem atenção neste nome.

No Myspace Std11, recomendadíssimos como nunca temos a banda Wry, que está de volta ao Brasil com o indescritível-em-palavras She Science, novo trabalho dos caras. Pegue uma carona na agenda de shows acessando a página deles no myspace e confira ao vivo a experiência do show de Mario Bross & co.

E mais, as novidades musicais do The Rakes, Yeah Yeah Yeahs, Glasvegas, The Stills, Caesars, Ballboy, Animal Collective e os grandes clássicos Std11.

Vamos nessa?




Std11 # 285




Escrito por Mark  |   Comentários (4)


26/04/2009 às 02:22:55

Exit Calm e I Concur @ Festa de aniversário Club AC30 – 22/04/09, The Willmington Arms, Londres


 photo: Duncan Jones




O verão parece estar realmente chegando à Londres, com uma semana de sol e alta temperatura. Ótimo clima para a comemoração do dia de São Jorge (23 de abril), padroeiro da Inglaterra e ainda mais pertinente aqui, para o show de 5 anos do Club AC30. O selo, recentemente responsável pelo lançamento da coletânea Never Lose that Feeling 3, (da qual a banda brasileira Wry faz parte) comemorou cinco anos de shows e lançamentos de inúmeros EPs e álbums de bandas como Sambassadeur, Air Formation, The Domino State, entre várias outras. E tem muito mais lançamentos e shows por vir em 2009!

A noite contou com sets ecléticos dos DJs Simon Scott (ex Slowdive) e Ulrich Schnauss e com duas bandas do norte da Inglaterra: I concur e Exit Calm. I concur veio primeiro ao palco, tocando todas as faixas do debut album deles. Um maravilhoso presente de aniversário pra galera!

Exit Calm detonou, mais uma vez, com suas guitarras distorcidas e a sintonia perfeita entre os integrantes da banda. Já comentei variós shows deles aqui e confesso que não me canso de vê-los ao vivo. "You got it all wrong", mais as clássicas "Higher Learning" e "On your own" fizeram parte do set ensurdecedor… e condutor a um outro nível de consciência… tamanha a intensidade e volume do som dos caras. Reverência. E muitos anos de vida ao Club AC30!




Escrito por Aline  |   Comentários (3)


28/04/2009 às 02:14:22

teste

testestando


Escrito por Caio  |   Comentários (0)


29/04/2009 às 19:37:04

Sonic Youth @ Scala, Londres 27 de abril 2009


                     photo: NME


                     Thurston Moore


Sonic Youth numa segunda feira. No Scala (que é uma casa de shows de porte médio). Inacreditável. De início, bateu um receio do tipo "será que eles vão tocar apenas faixas novas?" (pois confesso aqui que sou apreciadora do trabalho mais antigo da banda). Porém, o set list da noite foi emocionante, contendo faixas de álbums mais recentes, e outras clássicas…

Antes de comentar sobre o set list, tenho que expressar minha surpresa ao ver quão jovens Kim Gordon e Thurston Moore estão.
Sinceramente, Thurston parece ter ainda 17 anos, com aquele corte de cabelo assim como era nos anos 90 (aaah…), vestindo um jeans batido… E a Kim Gordon? Vestido preto, curto. Acho que estou autorizada a dizer: um mulherão. Ela deve ter quase cinquenta anos?

E o som da banda continua poderoso, violento e bonito. Entre as clássicas da noite, estiveram "Hey Joni", "Across the Breeze", "Bull in the Heather", "Schizophrenia" e "Tom Violence". Foi um privilégio ver essa banda tão influente, um ícone do rock alternativo tocar numa venue como o Scala, com um set list como este.

A banda retornou ao palco para um segundo encore, tocando "Kool Thing". O show me permitiu voltar ao passado, com tantas faixas clássicas e marcantes… e ao mesmo tempo apreciar faixas novas como "No way". Keep on rocking!




Escrito por Aline  |   Comentários (2)


30/04/2009 às 00:10:35

This is Treasure Fingers!


 Photo: courtesy of www.philipvolkers.com




O DJ americano Treasure Fingers é o convidado do especial Std11 120 Minutos do mês de abril. Ao vivo de Atlanta, ele gravou este DJ set bem legal com duas horas de duração e ainda concedeu uma entrevista por email onde ele fala dentre outras coisas, sobre o sucesso repentino do seu primeiro single, chamado "Cross The Dancefloor".

Quando eu conheci o som do Treasure Fingers foi muito bacana. No dia da festa de 6 anos do Studio11 em outubro do ano passado, quando o Database veio tocar aqui na nossa casa. Enquanto o Yuri terminava de arrumar as coisas, o Lúcio abriu seu Macbook e começou a me mostrar alguns sons e tal. Me lembro dele falar alguma coisa tipo "olha que foda esse remix do Chromeo" e colocou "Cross the Dancefloor" pra tocar. O resto da história eu nem preciso contar aqui.

O Treasure Fingers toca no Brasil nos dias 26 e 27 de junho, em Brasília e no clube Glória, em São Paulo, respectivamente.

Confira abaixo a entrevista exclusiva com AJ o DJ por trás do Treasure Fingers e ouça o programa clicando no banner ali em cima.


TREASURE FINGERS - ENTREVISTA

Std11 - Quando você começou a tocar e produzir músicas próprias?

Treasure Fingers - Comecei a tocar em clubes há 11 anos atrás e as produções já rolavam alguns anos antes disso. Mas comecei a levá-las mais a sério desde 2000.

Std11 - O remix do Chromeo para "Cross the Dancefloor" literalmente cruzou o Atlântico e desde o ano passado tem sido tocado nas festas mais legais aqui no Brasil. Fale sobre o hype em torno do seu primeiro single.

TF - Fica difícil para eu mesmo julgar esse hype pessoalmente, no entanto ouço falar que o som tem tocado no mundo inteiro e recebo muitas mensagens de fãs de todos os lugares. Eu jamais esperava acontecer essa explosão do jeito que foi, mas obviamente que estou muito feliz com isso tudo :)

Std11 - Como está sua agenda? Onde as pessoas podem ver você tocando?

TF - Ficou tudo muito busy ultimamente. Estou tocando em todos os lugares, praticamente. Acesse myspace.com/treasurefingers ou treasurefingers.com para checar uma data perto de você.

Std11 - Por aqui está rolando uma revolução da música eletrônica no momento, uma boa seleção de ótimos artistas estão fazendo um som de boa qualidade. Quais os artistas dessa nova geração que você gosta?

TF - Eu gosto muito do The Twelves, Boss in Drama e Mixhell.

Std11 - Que tipo de música você ouve, quando não está tocando? Você gosta de alguma banda nova em particular?

TF - Eu ouço vários tipos de música, qualquer coisa de Rap à Black Metal. Quanto às bandas novas, infelizmente não tenho ouvido muita coisa ultimamente. Eu ouço na maior parte do tempo música antiga.

Std11 - Qual foi a festa mais "quente" que você já tocou?

TF - Uma das melhores ultimamente foi a Beta, em Denver. O sistema de som lá é muito bom. Eu fazia uma festa em Atlanta chamada F**KYESSS que era muito legal. Ela ainda rola, mas eu não moro mais em Atlanta.

Std11 - Que tipo de equipamento você usa nos seus sets?

TF - Eu só estou fazendo DJ sets no momento. Quando eu começar com os shows ao vivo vai ser uma loucura, mas não vou falar a respeito disso ainda.

Std11 - Quais músicas formam o seu TOP 5 no momento?

TF - Moulinex - Lover in Me
Rogerseventytwo - Take Me Higher
Treasure Fingers - Untitled
The American Dream Team - My Boo
Señor Stereo - I am the beat (feat. Louisahhh)

Std11 - Qual é a música que quando você toca, ela nunca falha na pista?

TF - Cross the Dancefloor ; )


Std11 - Pra fechar, o que o ano 2009 reserva para o Treasure Fingers?

TF - Muitos outros sons, remixes e DJ sets. Também tenho produzido para vários outros artistas, em breve estarei informando tudo isso no meu myspace e em meu site.



* Já volto!
 


Escrito por Mark  |   Comentários (2)


20/05/2009 às 10:53:10

Untitled



 Cymbals Eat Guitars: next big indie thing?


O quarteto de Staten Island Cymbals Eat Guitars veio do nada e há pouco mais de um mês, seu álbum de estreia independente Why There Are Mountains ganhou menção honrosa do Pitchfork como melhor álbum na categoria "Best New Music".

Com poucos refrões pop e muito barulho ao invés, o Cymbals Eat Guitars vem conquistando seu espaço e tocando bastante, principalmente em Nova York, onde o grupo abre para o Art Brut no próximo dia 4 de junho, no Mercury Lounge. Talvez a apresentação mais importante deles até agora.

Os shows ao vivo são marcados por uma forte explosão musical cheia de barulho e energia que resgata a força do indie rock noventista que influenciou toda uma geração de fãs de bandas que vão de Pavement a Built to Spill. Pra ficar de olho.

Confira o som do Cymbals Eat Guitars e mais um monte de outras coisas na edição # 286 do Std11 que foi ao ar no dia 11 de abril, o final de semana do Coachella 2009.





Std11 # 286


* Be right back!




Escrito por Mark  |   Comentários (0)


27/05/2009 às 10:40:21

Popload Gig!








Os megafestivais no Brasil estão mortos. Viva os festivais independentes.
Se você gosta de música decente, inspiradora, energética, vibrante, contagiante, uma má e uma boa notíca. A má primeiro: por causa dos tempos bicudos de crise, os grandes festivais de rock e eletrônico ou da mistura toda, no Brasil, ou estão acabando, ou já acabaram e a gente não sabe.
A boa notícia é que os festivais independentes estão muito vivos e se multiplicando.
Está aí o Popload GIG, primeiro envolvimento na empreitada de produção de shows sob a chancela da Popload, o blog de música mais famoso do país, capitaneado pelo jornalista e DJ Lúcio Ribeiro, que reside no portal iG.
O Popload GIG marca sua primeira edição, que acontecerá nos dias 6 e 7 de junho no clube Clash, em São Paulo, com três envolventes bandas novas internacionais: as americanas Matt & Kim e No Age e a britânica The View. Mais duas das prediletas e promissoras bandas do cenário indie brasileiro: Holger (SP) e Mickey Gang (ES).

Dono de um dos mais explosivos shows do novo rock atual, a dupla de punk dance MATT & KIM, do Brooklyn (só isso já diz muita coisa hoje em dia), é uma dupla formada por piano-bateria. E, acredite, o Matt (Johnson) e a Kim (Schifino) conseguem produzir mais energia sonora que muita banda com três guitarras na formação. O casal desembarca em São Paulo para o Popload Gig depois de ser destaque no festival South by Southwest 2009 e espremendo a data brasileira entre uma turnê européia e um respeitável giro americano que inclui participação no Pitchfork Festival e no Lollapalooza. Matt & Kim lançou neste ano o CD "Grand", desde já favorito dos principais blogs americanos, e gravou o "polêmico vídeo" de "Lesson Learned", em que aparecem pelados na Times Square, em Nova York. É verdade. O Youtube não nos deixa mentir.
Outra dupla a descer ao Popload Gig é o noise pop grupo NO AGE, de Los Angeles. Espécie de herdeiros diretos do legado de Kurt Cobain, o "new grunge" de Randy Randall e Dean Spunt é punk-barulhento e pop-delicado ao mesmo tempo. Ninguém sai ileso de um show do No Age, para o bem e para o mal. A banda lançou no ano passado o elogiado segundo disco, "Nouns" e desde então não parou mais de tocar em shows de clubes e festivais no mundo todo. O CD, talvez desnecessário dizer, saiu pela já lendária Sub Pop. E teve uma indicação ao... veja você... Grammy.

O Popload GIG em parceria com o projeto Incubator do British Council traz direto de Dundee, Escócia, pela primeira vez ao Brasil, a banda indie THE VIEW, molecada que foi das brincadeiras de fazer cover de Sex Pistols ao primeiro lugar de álbum das paradas do Reino Unido com disco próprio em menos de dois anos. Famosos pelos shows incendiários, o quarteto escocês traz ao Brasil as músicas de seus dois únicos CDs, o campeão "Hats Off to the Buskers", que carrega o hino "Waste Little DJs", e o recém-lançado "Which Bitch", cujas músicas "Shock Horror" e "Temptation Dice", não param de tocar nas rádios britânicas.

O Popload GIG é a porção “empreendedora” do blog/site Popload, do jornalista Lúcio Ribeiro. A primeira edição, desenvolvida pela Popload, tem realização e produção em parceria com Manifesta Produções.

 

Dia 6 - Clash Club - São Paulo
Matt & Kim
No Age
Holger

Dia 7 - Clash Club - São Paulo
The View
Mickey Gang


Serviço



Clash Club

Rua Barra Funda 696 – Barra Funda – São Paulo – SP

Telefone:  11 3361-1500

www.clashclub.com.br  

Início dos shows no dia 06 de Junho: 20h30

Início dos shows no dia 07 de Junho: 21h00

Valor dos ingressos:

R$ 30,00– ingressos promocionais (não cumulativo), somente os 100 primeiros

R$ 40,00  ingressos promocionais (não cumulativo) antecipados até o dia 05 de Junho de 2009

R$ 50,00 (meia-entrada), R$ 100,00 (inteira) – ingressos vendidos na hora.

* Ingressos serão vendidos a partir do dia 21 de Junho de 2009

Pontos de venda:



American Apparel

Rua Oscar Freire, 433 – Jardins – São Paulo - SP

Tel.: (11) 3894-3888

Horário de atendimento: Seg. a Sex.:10h – 20h



Japonique

Rua Girassol, 175 – Vila Madalena – São Paulo – SP

Tel.: (11) 3034-0253

Horário de atendimento: Seg a sex.: 10h – 19h. Sáb.: 10h – 17h





Escrito por Mark  |   Comentários (3)


28/05/2009 às 09:24:01

Club AC30 apresenta Crystal Stilts, Shrag e Maribel @ The Luminaire, Kilburn, Londres - 25 de maio


 photo: Duncan Jones

 Brad Hargett, o vocalista da banda americana Crystal Stilts em ação.


Após um show sold out na sexta feira, Crystal Stilts volta ao palco em Londres. O som da banda nova iorquina é complicado de se descrever- só escutando mesmo para ter essa experiência. É como escutar um vinil naquelas vitrolas antigas… só que com vocais à la Ian Curtis, do Joy Division.(até mesmo o jeito que ele "marcha" em volta do microfone lembra o Mr Curtis). O guitarrista, à la The Strokes. O tecladista- um super tagarela- engraçadíssimo. Foi fascinante vê-los ao vivo- uma confusão geral que funciona!
Agora eles participam do festival Primavera Sound, em Barcelona.

A abertura da noite ficou por conta dos noruegueses Maribel. Apesar de problemas com uma das guitarras, a presença da banda foi bem impressionante, com muito feedback, vocais alternando entre as duas vocalistas ou entre um guitarrista e a baixista. No entanto, me parece que no estúdio as canções da banda soam melhor… Aesthetics, álbum recém lançado da banda, é maravilhoso. Fãs de My Bloody Valentine, por exemplo, não estarão decepcionados.

No meio de todo esse barulho, uma banda que não se encaixou muito bem na noite: Shrag. Com uma mistura de pós- punk, com vocais meio gritados, no estilo "riot-girl", Shrag apresentou um enorme ponto de interrogação entre a platéia, que provavelmente não apreciou tanto quanto podia o conteúdo da banda. 
Enfim, a noite pertenceu realmente aos Crystal Stilts – provavelmente a minha nova banda favorita. Quem precisa de Morrissey (três shows cancelados em Londres nesta turnê!!!!) quando Crystal Stilts estão por perto?



Escrito por Aline  |   Comentários (2)


30/05/2009 às 22:01:12

The 120 Minutes Series



O Studio11 abre mais uma vez a pista para 120 minutos de mixagens exclusivas e hoje o negócio está bem sério. De todas as edições do Std11 120 Minutos, essa é a que mais traduziu a ideia principal que sempre foi a de trazer DJs convidados que tocassem um som com a cara do Studio11.
Então temos a honra de apresentar na primeira hora deste programa o grande DJ Bezzi.



 DJ Bezzi


Pioneiro das festas discopunk que rolavam na Torre, em Sampa, meados de 2003/2004, quando era residente das noites de sexta-feira, Bezzi hoje divide seu tempo entre sua residência na Sexta Esquenta quinzenalmente no Drops Bar, escrevendo para o site Fiber Online, e também cuidando do seu próprio blog, o Discoteca Kamikase, desde já, fontes indispensáveis para o universo dos bons sons. Rola ainda um podcast na coluna da Lilian Pacce que merece uma audição semanal.
No set para o Std11, Bezzi foi muito feliz ao navegar pela new indie disco, acrescentando pitadas de remixes hypadíssimos para hits dos anos 80. Bom a Bezzi!


Já, na segunda hora do programa, quem assume as picapes é o DJ Fábio Pop, de Brasília.


 photo: Rafael Dourado
 Fábio Pop

Pop, comanda as festas do núcleo Indiecent Music, que agitam a capital do país. Conheci o som dele pela primeira vez meses atrás, quando estava ouvindo o programa Oi FM na Pista, numa dessas sextas à noite. A proximidade da seleção do set do Fábio Pop gravado para a Oi FM com as músicas que estávamos ouvindo na época foi tamanha que o mínimo que a gente podia fazer era ir atrás do cara. E o resultado não podia ter sido melhor: ele gravou um set brilhante moldurado em 60 minutos com ritmo alucinante e muito discopunk-psichodelic-rock-disco-house.

Façam todos uma boa viagem de 2 horas de mixagens exclusivas com DJ Bezzi e Fábio Pop!




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10/06/2009 às 10:47:58

Girls in Hawaii

 divulgação

 Girls In Hawaii (certamente, foto não tirada no Hawaii.. )


Girls In Hawaii é uma banda indie pop da Bélgica. No palco, eles são: Antoine (Voz), Lionel (Guitarra e voz), Brice (Guitarra), Christophe (Guitarra e Synths), Daniel (Baixo) e Denis (Bateria).

No estúdio eles fizeram dois álbums: From Here to Here (2004) e Plan Your Escape (2008) que colocou os caras em uma turnê non stop.

As influências da banda são: Nirvana, Beatles, dEUS, Cat Power, Neil Young.
Embora eu acho o som deles bem na praia do Dandy Warhols, quem ouviu Girls In Hawaii achou que a banda lembra Grandaddy, Sigur Rós, Sebadoh, Blonde Redhead, Belle and Sebastian, Guided by Voices, Flaming Lips, CSN&Y ou até mesmo The Beach Boys.
Precisa falar mais?

Segundo a própria banda diz, "foi tudo como um sonho". Eles não esperavam que, da noite pro dia, os shows começassem a pipocar. Então, quando eles deram conta, já estavam vivendo o sonho. A participação da banda no Paléo Festival, em Nyon, Suíça, no ano passado, selou o cartaz da banda que tocou por toda Europa e Estados Unidos.

Pra ouvir, a gente deixa "Bored" uma das belíssimas faixas do álbum Plan Your Escape do Girls In Hawaii. Preste atenção no que acontece com o som aos 3m10s de duração.





Girls In Hawaii - Bored




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24/06/2009 às 10:51:24

It Rocks


 Photo: Elizabeth Weinberg

 Passion Pit: living the dream.



BOSTON, MA. O Passion Pit ou, em outras palavras, a-banda-mais-comentada-do-mundo-hoje, não é de Nova York. Liderada por um cara chamado Michael Angelakos e com um álbum de estreia recém-lançado (saiu na Inglaterra e Estados Unidos no dia 19 de maio), o Passion Pit entrou em uma turnê non stop até novembro. A história começou com um E.P. chamado Chunk of Change, lançado em setembro de 2008. Diferente de quase tudo, o E.P era pra ser apenas um presente de Michael para sua namorada mas acabou sendo lançado oficialmente após uma melhor masterização.

A faixa "Sleepyhead" virou febre na blogosfera e a banda fez um show sold out no Bowery Balroom em Nova York, para um público que não viu nada de errado em cantar todas as letras junto com Angelakos. Naquele momento ele teve sua primeira impressão do que o futuro reservaria para a banda.

Chunk of Change caiu nas mãos certas, na hora certa e a banda assinou com o selo Frenchkiss nos Estados Unidos em parceria com a major Columbia Records no Reino Unido para o lançamento do primeiro álbum chamado Manners. O debut foi lançado estrategicamente em maio, mês que antecede os festivais de verão Europeu, onde a banda está escalada para tocar nos mais importantes, do Montreaux Jazz Festival agora em julho ao Bestival na Ilha de Wight em setembro. Isso, claro, pasando por Reading/Leeds Festival, Oxegen Festival, Latitude Festival, Melt Festival, Lollapalooza...

A música que está levando a banda ao mainstream é "The Reeling" que, de fato, tem uma construção bem moderna e bacana. Nela, os sintetizadores estão de volta. E os anos 80 também. E está dado o recado.

Confira o clipe que não pára de tocar na MTVU:




Passion Pit - The Reeling


"The Reeling" é bem legal, "Little Secrets", a faixa 2 do álbum também é ótima. Tem várias boas como "Let Tour Love Grow Tall" e "Folds in Your Hands". Mas é em "Moth´s Wings" que o Passion Pit mostra uma de suas músicas mais lindas, e talvez, a mais bonita que eu já ouvi. Ouve aí.





Passion Pit - Moth´s Wings



SPFW ROCKS. A semana da moda em São Paulo mostrou entre outras coisas, que a trilha sonora mais adequada na passarela é o rock. Quem não se lembra do desfile da Ellus em 2005 quando a produção da marca inovou colocando uma banda ao vivo, durante o desfile? A banda em questão foi o Wry, que voou de Londres para o Brasil só para isso. Pelo jeito eles (a Ellus) gostaram, já que neste ano a trilha sonora do desfile da coleção Primavera/Verão 2010 foi o rock britânico da banda The Departure. Outro grande momento rock da SPFW foi o desfile da Animale, quando a top Raquel Zimmermann desfilou seu segundo look ao som de... "Hallelujah" do Happy Mondays. *Clap clap.



SWEDEN ROCKS. Amelia Andersdotter pode ser a garota mais jovem a entrar no Parlamento Europeu. Com 21 anos, a garota suéca, filiada ao Partido Pirata é a favor do download gratuito em um momento em que as leis restritivas na Europa, principalmente na Suécia, estão cada vez mais pesadas. Ela defende que se o download não for para uso comercial, todos podem baixar. Sob esta plataforma, Amelia está conquistando uma legião de eleitores, principalmente os mais jovens, que estão abraçando suas idéias e podem fazer com que a moça chegue ao Parlamento nas eleições deste ano. *Clap clap. [2]


 divulgação
 Amelia Andersdotter



DFA ROCKS. Só pra avisar que neste sábado tem mais uma edição inédita do programa Std11 120 Minutos com DJ sets exclusivos contendo os últimos lançamentos da gravadora americana, pelas mãos de Justin Miller e The Juan Maclean. Não perca!





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29/06/2009 às 20:43:29

New Cool From New York



 Justin Miller: your new favorite DJ.


Boas! Std11 120 Minutos de junho na área.  Para audição, músicas exclusivas  do selo  DFA Records, de Nova York, mixadas pelas mãos de Justin Miller (foto), que apresenta o que chamamos de "DFA new jams" com exclusividade por aqui. Em seguida, The Juan Maclean fecha o programa com mais um mix da série de radio mixes da DFA, No seu set ele mostra toda sua base nas picapes tocando muito indie disco house. Entre as surpresas que você vai ouvir estão duas versões para "Happy House", do Siouxsie and the Banshees: a dele e a do Ginger Ale. Vai perder?





Std11 120 Minutos Jun´ 09



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23/07/2009 às 19:39:25

Morrissey @ The Troxy Ballroom 18 de julho


                             Photo: Wiaiwya


Após ter adiado os shows de Londres da turnê Tour of Refusal, finalmente Morrissey está de volta à capital inglesa. Os fãs, receosos de que haja mais cancelamentos (visto que dois shows na Itália foram cancelados nessa mesma semana), esperam ansiosamente o início do show. E como valeu a pena esperar!

Morrissey abre a temporada de shows em Londres com "This charming man". Vestindo uma camisa azul clara e jeans, Morrissey é recebido carinhosamente pela platéia, que grita emocionadamente o seu nome. O show incluiu uma mistura de músicas dos Smiths e de sua carreira solo. A set-list completa foi a seguinte:


This Charming Man/ I Just Want To See The Boy Happy / Black Cloud / How Soon Is Now? / Irish Blood, English Heart / Ask / I´m Throwing My Arms Around Paris / How Can Anybody Possibly Know How I Feel? / You Just Haven´t Earned It Yet, Baby / The World Is Full Of Crashing Bores / Girlfriend In A Coma / One Day Goodbye Will Be Farewell / Why Don´t You Find Out For Yourself / Life Is A Pigsty / Please, Please, Please Let Me Get What I Want / When Last I Spoke To Carol / Sorry Doesn´t Help / The Loop / I´m OK By Myself /


O encore ficou por conta de "First Of The Gang To Die". Durante esta canção, Mozz jogou sua camisa a platéia (como de costume!). Uma cena chocante, hilária bem na minha frente: todos ali competindo violentamente por um pedaço da camisa do rei Mozz! Essa cena durou por uns 10 minutos, fazendo com que de todos os seguranças do local entrassem em ação. No meio tempo, Morrissey desaparece… até o proximo show.


Uma noite magnífica, demonstrando que o Mozz ainda está com tudo. No entanto, creio que logo ele deve anunciar sua "aposentadoria". Em vários momentos Mozz parecia cansado e agaixava durante algumas músicas, como que se para descansar um pouquinho… ainda bem que ele pode contar com a banda que o acompanha- que é excelente! Durante "The Loop" eles criaram uma atmosfera super rockabilly- um dos meus momentos favoritos da noite… Simplesmente vê-lo ali, cantando algumas das minhas canções preferidas, de todos os tempos- como "How soon is now?" e "Life is a pigsty" confirmam pra mim, mais uma vez, quão significante Morrissey tem sido na minha vida – e na vida de milhares de fãs pelo mundo afora…





Escrito por Aline  |   Comentários (4)


03/08/2009 às 22:16:17

Festival Indietracks – 24 a 26 de julho, Midland Railway Centre, Derbyshire


  Photo: Aline Lemos

 Indietracks Festival 2009


Indietracks não é um festival indie qualquer. Sua localização é uma das características especias. Localizado ao longo de estações de trem antigas (diga-se, trem "maria fumaça"), permitindo aos visitantes curtas viagens no trem entre bandas. Ou até mesmo é possível ver bandas tocando dentro do trem!
Outra marca única do festival são as bandas que participam do mesmo: a maioria são bandas independentes, pertencentes a selos independentes. Este ano, o selo espanhol Elefant Records patrocinou um dos palcos do festival.

Com mais de setenta bandas tocando, que vieram a Derbyshire de várias partes do mundo - de Nova Iorque ao Japão, o festival tem uma atmosfera super cool, sem grandes tumultos e com o charme extra dos trens, das colinas e montanhas que rodeiam o festival.

Seria impossível descrever aqui detalhes sobre todas bandas que vi. Por isso tentarei agora resumir os destaques. As bandas que estava mais ansiosa para ver: Camera Obscura e Teenage Fanclub.


 Photo: Don Gourlay
 Teenage Fanclub performing live at Indietracks Festival 2009.

O Fanclub fechou o festival no domingo a noite, abaixo de chuva. Mesmo assim, toda a galera se molhou e empolgou, para escutar clássicas como "Everything Flows", "Sparky´s Dream",  "The Concept" e "I Need Direction". Os vocais de Gerard Love continuam fofíssimos e juntamente com Norman Blake e Raymond McGinley, os nossos queridos escoceses ainda soam super melódicos e harmoniosos.



 Photo: Aline Lemos
 Traceyanne Campbell do Camera Obscura, no Indietracks Festival 2009.


Descobertas? Duas bandas se destacaram nesse festival. No sábado, no palco da igreja (sim, isso mesmo: uma igreja) os nova-iorquinos The Specific Heats detonaram, com seu som garage, misturado com muito feedback. Adicionado à isso, fortes influências pop. O resultado é uma mistura ultra rock n roll, de mais uma banda da cena de Brooklyn, NY.



  Photo: Dom Gourlay
 The Specific Heats: New cool from New York.


Meu segundo achado prá lá de especial, vem da Dinamarca. Trata-se de Northern Portrait, banda cuja influência (descarada) dos Smiths e Morrissey me conquistou, em dois minutos. Após duas ou três músicas, me encontrei boquiaberta: um novo Morrissey! Northern Portrait tem dois EPs pela Matinée Recordings, que realmente recomendo.



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18/08/2009 às 23:09:00

A Volta do Good Shoes


 divulgação
 Good Shoes

Uma das bandas mais bacanas dos últimos tempos, que quase nunca está sob todos os holofotes,  mas que - talvez por isso mesmo -  é seguida pelo lado mais cult da cena da nova música inglesa anunciou hoje a sua  volta em grande estilo: um álbum novo a caminho e uma turnê de dar inveja a qualquer banda "grande" no Reino Unido.

Sim, o Good Shoes está de volta e aqui no blog, você confere "The Way My Heart Beats", que a banda disponibilizou para download grátis em seu site. A música segue na mesma característica do som da banda, ou seja, uma espécie de proto-punk-songs-for-the-modern-age, o que outros chamariam simplesmente de indie pop.

Os quatro amigos de Morden, subúrbio ao norte de Londres montaram o Good Shoes apenas por diversão mas logo  sua lista de seguidores já era formada por gente da X-FM e Steve Lamacq. Depois do lançamento do primeiro álbum Think Before You Speak em 2007, a banda teve que lidar com problemas da gravadora que pela crise acabou afundando e deixando a banda sem selo.

Então no melhor estilo faça você mesmo, o Good Shoes se internou nos quartos de suas casas para gravar o disco novo. Ouça agora uma das músicas que estarão neste álbum,  "The Way My Heart Beats"





Good Shoes - The Way My Heart Beats




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01/09/2009 às 00:24:49

Std11 120 Minutos Discoteque Version


  Database: US Tour Exclusive DJ Set


Ouça agora a edição de agosto do especial 120 Minutos do Studio Eleven com dois DJ sets exclusivos:
Quem, abre a pista é o DJ Benjamin Ferreira. Baseado em São Paulo, ele que é de Belém foi um dos pioneiros da música eletrônica no norte do país.  Já tocou nos principais clubes da capital (Vegas, Pacha, D-Edge, etc...) mas sua residência mensal é na festa Soul Glow, ao lado da querida amiga Flávia Durante. Neste set, ele mostra toda sua experiência em uma hora de muito disco, house, old disco e new disco. Siga todos os detalhes da trilha sonora de Benjamin Ferreira em seu blog

Na sequência vem o Database - já conhecidos da casa - com a presença da dupla ao vivo, por telefone direto de Las Vegas e um DJ set animal - como de costume -, que transforma as músicas bregas dos anos 80 em hits poderosos na pista. Para ouvir, clique aqui. Enjoy yourself.



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14/09/2009 às 23:17:46

30 Minutos com Copacabana Club

 photo: Renata Prado

 A vocalista Caca, do Copacabana Club live @ Electrofuzz, 28 Ago 2009 em Ribeirão


Uma das bandas novas mais bacanas do cenário nacional,  revelada aqui no final de 2008 vem dando seus passos em plena ascenção. O Copacabana Club causa o maior frenesi por onde passa.  O show é fantástico, as músicas são lindas e dançantes, pra ninguém ficar parado. Eles estão toda hora na TV e nas revistas sobre música. O hit single  "Just Do It" já toca em alta rotatividade na Oi FM mas a banda está próxima de dar o seu salto mais alto: eles tocam no palco principal do festival Planeta Terra, em novembro, em São Paulo,  ao lado de bandas como... Primal Scream.

Na passagem do Copas por Ribeirão Preto, no dia 28 de agosto, entrevistamos os caras durante o jantar (rsrs) e montamos um especial que foi ao ar pela rádio Unifran no último sábado.  Essa matéria você confere agora aqui no blog, em 30 minutos de bate-papo e muito som, pra você ficar sabendo de perto quem é esse tal Copacabana Club.




Std11 30 Minutos com Copacabana Club




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23/09/2009 às 21:17:26

Wry Now

 photo: www.flickr.com/breakli

 Mario Bross (Wry): Brazil shoegazer coolest export



Uma das maiores bandas de rock alternativo do Brasil está de volta ao país após 7 anos morando em Londres. Na bagagem, os shows da turnê do último álbum dos caras, chamado She Science, que por onde passa, arranca elogios.

O Wry é a atração principal da festa de 7 anos do Studio Eleven, que acontece nesta sexta, 25, a partir das 23h no Mestiço Bar em Franca-SP. Se você mora por aqui, nem pense em perder e a dica é chegar cedo pra não correr o risco de ficar de fora.

Para você  ir aquecendo, a gente preparou um programa especial que foi ao ar no último sábado, pela Unifran FM. Neste programa, Mario Bross, vocalista do Wry concedeu uma entrevista em 2 momentos distintos da carreira da banda: a primeira parte foi gravada em 2005, quando o Wry residia em Londres. Nessa primeira meia hora, você vai conhecer as músicas mais importantes dos primeiros discos e uma história sobre a cena de rock na Inglaterra, mais precisamente na capital britânica, contada por quem estava dentro dela.

Já a segunda parte do especial vem com uma entrevista bem mais recente,  feita no mês passado, já com a banda de volta ao Brasil. Nessa segunda meia hora, você confere com exclusividade as músicas do último álbum dos caras, enquanto Mario Bross analisa esse período de 7 anos em Londres e conta como a banda se sente estando de volta ao Brasil e levando a turnê She Science de Norte a Sul do país.

Ladies and gentleman, please welcome, Wry!




Wry Std11 Especial



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15/10/2009 às 00:04:52

Kiss of Life


 divulgação

 A bela capa do novíssimo single "Kiss of Life" dos "prediletos da casa".


Hello!
Aos seguidores, eis mais uma edição do Studio11  que foi ao ar sábado passado pelos 101.3 da Unifran FM em Franca-SP. Em uma viagem de uma hora pelo universo do novo rock, a gente confere o The Cribs, que com seu mais novo álbum chamado Ignore the Ignorant, tem recebido altas críticas positivas da imprensa especializada,  principalmente pelo fato deles terem como guitarrista da banda para este álbum,  o legendário Johnny Marrs do The Smiths.

Tem também um dos maiores nomes do novo rock inglês que fez seu debut na BBC Radio 1. De cara, o primeiro single do primeiro álbum dos caras chamado I Had The Blues But I Shook Them Loose, a faixa chama "Magnet" e estamos falando do Bombay Bicycle Club.

A faixa da semana fica para o single ultra novo do Friendly Fires, chamado "Kiss of Life" (foto).

E ainda:

-a dupla hype inglesa La Roux e um remix exclusivo do Fred Falke para o single "Bulletproof";
- a nova do MSTRKRFT que tem nos vocais o cantor John Legend;
-o novo single do Moby tirado do mais novo trabalho do cara, chamado Wait For Me;
- a música de trabalho solo de Julian Casablancas;
- o hit "porn teen" do The Raveonettes;
- o E.P Ayrton Senna do Delorean e a sensacional "Cult Logic" do favorito ao melhor álbum do ano,  Miike Snow.

Vai nessa, é só clicar no nosso radiozinho ;)

Sábado tem mais, ao vivo, 10:00pm.  Dá pra ouvir aqui, ou aqui mesmo no blog,  na semana que vem.




Std11# 289



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19/10/2009 às 21:41:16

Studio 11 # 290


 divulgação

 Love of Diagrams

A banda australiana Love of Diagrams (foto) é um dos principais destaques da edição # 290 do Studio Eleven que foi ao ar sábado, 17/10 ao vivo pela Unifran FM. Você já pode ouvir tudo de novo aqui no blog.




Std11 # 290




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05/11/2009 às 20:47:18

Márcio Vermelho no Std11 120 Minutes



 O DJ Márcio Vermelho comanda duas horas de mixagens da série 120 Minutes no Std11


O DJ paulistano Márcio Vermelho foi o convidado da série 120 Minutes do Studio Eleven de outubro,  no programa que foi ao ar na noite de Helloween pela Unifran FM.
Por aqui, confira uma entrevista exclusiva com o cara e ouça duas horas de mixagens com muito discohouse em um set cheio de novidades. Pra não deixar ninguém ficar parado!

Entrevista Std11: Márcio Vermelho

STD11 - Fale sobre o comecinho, como você se iniciou nas picapes e quem foi sua principal influência, aquela  que
motivou você a se tornar  o DJ que é hoje?
 
Márcio Vermelho - Comecei a tocar entre 1999/2000, após um período frequentando festas de house e techno, quando fiquei completamente apaixonado pela arte de mixar músicas e pesquisar dance music underground. Os som dos DJs Luiz Pareto e Marcos Morcerf, assim como o formato de suas festas, me influenciaram muito. A house music sempre foi o meu estilo preferido, e em 2001 comecei a investir pra valer na compra de vinis e a tocar profissionalmente.
 

STD11 -  De uns tempos pra cá, a música eletrônica se popularizou demais e o resultado foi o  surgimento uma quantidade enorme de "DJs" pra todos os lados. Tipo, hoje todo mundo é DJ. Ao mesmo tempo que a coisa se esparramou demais, perdeu-se muito em qualidade musical. O que você pensa sobre isso?
 
MV - A popularização da música eletrônica nessa década trouxe algumas transformações, como a solidez no mercado e a catalização de um público novo (e numeroso) que se rendeu à cultura da dance music. O aumento no número de DJs é natural já que a demanda se tornou alta, o problema é que muitos veem nessa profissão apenas o lado glamouroso, o que acaba atraindo pessoas que nem sequer tem algum envolvimento musical mas querem de qualquer forma estar no meio, se tornar DJ. Esse fenômeno é cada vez mais constante principalmente nos dias de hoje, onde festas comandadas por "djs" celebridades ganharam espaço e os critérios para montar um line up em muitos lugares são cada vez mais estranhos.
 
STD11 - Você gosta de rock? O que você gosta de ouvir, quando não está tocando? Alguma banda em especial você é fã?
 
MV - Gosto muito de rock, de Stooges a Sonic Youth, mas confesso que atualmente não acompanho tanto as novidades a fundo. A pesquisa intensa para a renovação dos sets, que é mais focada em dance music, toma tempo demais.
 
STD11 - Como pintou o convite para fazer o Beats In Space, do nosso amigo Tim Sweeney, em Nova York?
 
MV - Fiz contato com o Tim através do Facundo, dono do clube Vegas, na época em que toquei com nomes ligados ao selo DFA, como o Gavin Russom e o Todd Terje. Ele ouviu meus sets, gostou bastante e então me chamou pra participar do Beats, que eu já era fã há anos.
 
STD11 - Você já fez até trilha para desfile de moda, como na edição do SPFW primavera/verão de 2008. Quando você começou a tocar, imaginou algum dia tocar nesse tipo de evento?
 
MV - Nunca imaginei fazer esse tipo de evento, mas tive muita satisfação ao produzir a trilha para o desfile do Pedro Lourenço, em 2008. Fiz a trilha com o Renato Patriarca e tivemos muita liberdade para criar, gostei muito.
 
STD11 -  Qual a música que você nunca deixa de tocar em seus sets? E qual a que toda vez que você toca, incendeia a pista?
 
MV - Ebb - I´m All Made Of Music (Jori Hulkkonen) é uma faixa linda, que toco de tempos em tempos, nunca sai do case. E uma música que incendeia sempre: Rotciv - Victims Of The New World.
 
STD11 -  Quais suas residências em São Paulo e como anda sua agenda de discotecagens?
 
MV - Sou residente e idealizador da festa Ludo, que acontece mensalmente no clube Vegas, residente da noite Perversa, no Glória, também mensal, e residente semanal às quintas no Hot Hot, o novo clube de São Paulo.
 
STD11 - Qual balada que você tocou que foi a mais legal e você não esquece nunca?
 
MV - Foram várias marcantes. Vou citar duas que são especiais, a Twice as Nice, em BH, edição na Casa Ototoi (novembro de 2004) e uma edição da Xarope no centro do Rio de Janeiro, em janeiro de 2005.
 
STD11 -  Qual seria o TOP 5 melhores músicas de 2009 na sua opinião?

MV - Azari & III - Hungry For The Power
Walter Meego - Forever - Escort Rmx
The Phenomenal Handclap Band - You´ll Disappear
X-District - Color Correction
Crazy P - Stop Space Return
 
 
STD11 - A produção de músicas próprias ou gravar um álbum ou um single 12", isso é algo que você pensa em fazer um dia?
 
MV - Sim, está nos meus planos, me interesso muito por produção e faço aulas de baixo, só não produzo mais por falta de tempo. Já lancei um remix com o Luiz Pareto pelo selo Rebolado e tenho alguns projetos para remixes, mas minha carreira de produtor ainda é embrionária.
 
STD11 -  Se você tivesse muita grana e montasse um club e pudesse chamar quem você quisesse pra tocar, qual ou
quais DJ(s) você convidaria para o line up da balada de inauguração?
 
MV - Greg Wilson, Chicken Lips e In Flagranti.
 

STD11 -  Por último, pra galera que quiser ter o Márcio Vermelho botando o som na sua festa, como deve fazer?
 
MV - Sou agenciado pela Superbacana:
superbacanadjs@yahoo.com.br
Luiz Fernando Almeida
13 7808 8696



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24/11/2009 às 20:17:54

Rock Book





Chamando os fãs do Velvet: este é o primeiro livro focado nos anos de formação da banda que mais influenciou o rock. 

Dentro dele, você irá encontrar fotos jamais vistas como as do primeiro show ao vivo, manuscritos de letras e músicas de Lou Reed, críticas controversas, flyers e cartazes de shows. E também, uma conversa entre Lou Reed e John Cale gravada especialmente para o livro.

Lançado em outubro pela Rizzoli, o livro é  item obrigatório na sua estante! 




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01/12/2009 às 11:30:32

Transference


Capa do novo álbum do Spoon, que teve seu lançamento antecipado para 19 de janeiro de 2010


Foi revelada a capa do novo álbum do Spoon, sétimo de inéditas da banda americana. Transference tem seu lançamento ansiosamente aguardado por fãs do mundo inteiro, basta dar uma navegada na internet pelos blogs mais antenados e ver os comentários, alguns soam  até com certo ar de desespero para ouvir o novo disco. O single "Written in Reverse" foi lançado hoje, digitalmente e dá pra ouvir clicando aqui.

Outras duas faixas já circulam há algum tempo na internet. "Got Nuffin", que saiu como EP no meio do ano e "The Mystery Zone", sendo essa última a mais cobiçada do momento. O som, por bem ou por mal é puro Spoon,  com linhas de baixo que ficam na mesma nota pelos quase 5 minutos do som, guitarras misteriosas e vocal melancólico. E que você ouve agora, aqui.





Spoon - The Mystery Zone



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28/12/2009 às 19:31:36

Std11 Presents: A Decade of Sound

divulgação

Interpol: best of 00´s


Tooodo mundo faz a lista de melhores do ano. Nós também rs.. Só que neste ano, a nossa Cool List não se restringiu apenas a 2009, mas sim aos 10 anos anteriores. Std11 apresenta A Decade of Sound,  um especial com as melhores da década pra você relembrar os bons momentos sonoros  de quem mais influenciou o rock dos anos 00.
Em 2010, continue com a gente, aqui o ano vai ser 11!  Feliz Ano Novo!




Std11# 291: A Decade of Sound




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clique para ouvir

Marcos Antoniete no rádio virou Mark. É radialista, produtor e um dos apresentadores do programa Studio Eleven. Também se apresenta como DJ nas baladas e clubes mais legais. Escreve aqui sobre rock e cultura pop.
 
Aline Lemos é pós-graduada em Letras pela Universidade de Nottingham, cidade onde vive na Inglaterra. Das festas-tributo aos Smiths aos maiores shows da famosa casa noturna Nottingham Rock City, Aline conta tudo por aqui.
 
Das ruas da capital britânica Rodrigo Macedo escreve sobre punk e dá todas as dicas que agitam a cena da cidade que mais respira o novo rock.
 
Gustavo Az participou ativamente do Std11 nos primeiros 5 anos do programa. Hoje, divide seu tempo entre as bandas Alma Mater e Pale Sunday, como baterista. Já passou dos 30 e ainda acredita que o rock está mais vivo do que nunca!

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